04/11/2016 | Fonte: G1

'Vírus do bem' poderia combater praga que ataca 'internet das coisas'

imagem notícia

Um programador criou um código capaz de atacar dispositivos da "internet das coisas" vulneráveis ao vírus Mirai para corrigir preventivamente esses aparelhos e impedir o ataque pelo vírus. O código foi publicado na semana passada no site "Github" como uma "pesquisa de correção de falhas na internet das coisas" e, após causar polêmica, foi retirado do ar no dia 1 de novembro.

O Mirai é um vírus que se espalha para sistemas que estejam com senhas fracas ou padrão no painel de administração via "telnet". O código da praga foi liberado na rede, o que aumentou o número de ataques.

Criminosos utilizam o vírus para tomar o controle de câmeras, gravadores digitais de vídeo e outros dispositivos da "internet das coisas", os mais vulneráveis a esse problema de autenticação no telnet, para tirar sites do ar com ataques de negação de serviço.

O programador responsável pelo "vírus anti-Mirai", que usa o nome de "Linsky", explicava na página do código que se trata de um projeto acadêmico e que ele não se responsabiliza pelo uso. Segundo ele, o código poderia ser adaptado para uso por empresas ou provedores que tenham interesse em propagar essa "praga do bem" em sua rede, de maneira controlada, sem permitir que o "vírus" se espalhe por toda a internet.

Embora o código tenha sido retirado do site "Github" onde estava hospedado, o código era basicamente idêntico ao próprio Mirai, que continua disponível.

"Vírus do bem" são também chamados de "vírus benéficos" ou "nemátodos" (um nome proposto pelo especialista em segurança Dave Aitel). A ética para a utilização desses vírus é polêmica. Muitos especialistas não acham correto que esses vírus sejam distribuídos na internet.

Um dos mais antigos vírus desse tipo é o Welchia, propagado em 2003. Na época, ele combateu a disseminação do vírus Blaster, que podia contaminar sistemas com Windows 2000 e XP apenas por eles estarem conectados à internet. O Welchia explorava a mesma falha que o Blaster, mas instalava a atualização do Windows que fechava a vulnerabilidade e também removia o Blaster do sistema, caso ele estivesse presente.

Método de defesa:

Pesquisadores da empresa de segurança Invincea também descobriram vulnerabilidades no código do Mirai que poderiam facilitar o trabalho de quem precisa se defender de ataques realizados com o vírus.

Segundo os especialistas, o código de ataque do Mirai pode ser "contra-atacado" de tal maneira que o programa responsável pelo ataque congele, interrompendo o ataque até que o criminoso reinicie a operação.

A ética desse procedimento também é incerta. Embora não cause nenhum dano para o dispositivo e nem chegue a dar acesso ao sistema infectado, o código ainda pode ser visto como "prejudicial". Em entrevista ao site "Threatpost", a Invincea não entrou no mérito da legalidade da tática, mas ressaltou que se trata de uma "área cinza'.

Últimas Notícias

Software leva empresa a se destacar nacionalmente na gestão de frota

TI está despreparada para quatro tsunamis que se aproximam

Sim, pode parecer assustador...e é. Pode gerar caos. O risco é alto se não...

Aplicativo Datablink Mobile oferece simplicidade incomparável para Autenticação avançada de usuários e assinatura de transações

Microsoft compra empresa para melhorar Outlook no iOS e Android

Acompli ajudaria fabricante a otimizar experiência das ferramentas de produ...

4 sinais de que seu fornecedor pode não passar de 2020

Baixa rentabilidade, excesso de complexidade, pouco apetite a riscos, falta...

Conheça os desafios de cibersegurança para 2015

Websense apresentou algumas previsões em cibersegurança para 2015. Eis aqui...

Fecomercio alerta para perigos do acesso Wi-Fi grátis no Brasil

Estabelecimentos precisam tomar cuidado ao prover internet aos clientes, po...

Brasil é o único país que oferece treinamento para quem quer ser cibercriminoso

De acordo com relatório da Trend Micro, quem quiser aprender a cometer frau...

zaite
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

HGCode - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela HGCode.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a HGCode não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a HGCode implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar