Telefônica eleva para R$ 6,9 bilhões oferta pela GVT
Operadora reforça intenção de adquirir 100% das ações da GVT; caso venda se concretize, efetivação dependerá de aprovação da Anatel
Um dia após a GVT convocar assembléia geral para discutir os termos da venda da companhia, a Telefônica afirma que o Conselho de Administração da Telesp aprovou aumento do preço da oferta pública para compra de 100% das ações da GVT para R$ 50,50 por ação. Com isso, o valor chega a R$ 6,95 bilhões, ou cerca de 2,7 bilhões de euros.
Na terça-feira (03/11), a GVT, em assembléia, eliminou mecanismos de proteção da dispersão da base acionária previstos nos estatutos da companhia, facilitando o processo de venda. A companhia também definiu que o pagamento, em caso de acordo, deveria ser em dinheiro. No mesmo encontro, a operadora fixou em R$ 48 o preço mínimo por ação.
Com a nova oferta, a Telefônica se distancia ainda mais do que havia oferecido a francesa Vivendi (R$ 5,4 bilhões) e dá um importante passo em direção à compra da GVT. Em sua primeira investida, a Telefônica ofereceu pagar R$ 48 por ação, ou R$ 6,5 bilhões.
De acordo com comunicado enviado à imprensa, a Telefônica afirma que a elevação da oferta levou em consideração os resultados positivos que a GVT apresentou no terceiro trimestre fiscal de 2009, quando a companhia reportou lucro de R$ 57,2 milhões.
"A Telesp tem a convicção de que esta oferta resultará em benefícios para todos os acionistas da GVT que terão a oportunidade, em igualdade de condições, de vender a totalidade de suas ações, e que será positiva para os empregados e para a equipe de gestão da Companhia", informou o documento enviado pela Telefônica.
Embora ainda não haja movimentação no mercado para oferta superior à da Telefônica, essa transação, para ser concretizada, precisa de aval da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em 22 de outubro, quando a GVT anunciou seus resultados trimestrais, corretoras como a Brascan informaram que, caso a Telefônica vença a corrida pela GVT, provavelmente enfrentará fortes barreiras regulatórias.
No mesmo dia, a Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) divulgou nota onde se posicionava contra à venda da GVT para a Telefônica e defendia uma possível entrada da Vivendi, que poderia trazer nova dinâmica ao mercado de telco.
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