24/01/2013 | COMPUTERWORLD - ANTONE GONSALVES, CSO / EUA

Skype passa a ser alvo do Cibercrime e preocupa Microsoft

Com o serviço de telefonia online tomando o lugar do Messenger e crescendo dentro da Microsoft, é natural que também se torne cada vez mais alvo de crackers.

À medida que o Skype se torna uma peça fundamental dentro da Microsoft, a quantidade de malwares direcionados à plataforma certamente aumentará, abrindo novos caminhos para a infecção de PCs corporativos.

Essa tendência já começou, e pode ser vista em relatos da semana passada que informam que o malware bancário Shylock foi atualizado e ganhou uma funcionalidade relacionada ao Skype. A novidade veio na forma de um plug-in, que permite ao código arbitrário enviar mensagens e arquivos maliciosos e se conectar a aplicações na Web, sem que seja necessário exibir um aviso e solicitar a confirmação do serviço.

Desde a descoberta do Shylock pela CSIS Security Group, a Trend Micro identificou um malware relacionado, chamado pela empresa de segurança de "worm_phorpiex.jz". Ele atua de forma semelhante ao Shylock e pode enviar mensagens contendo anexos que são, na verdade, cópias de si mesmo. Além disso, o código arbitrário pode se conectar a um servidor externo para baixar um malware e executá-lo no computador da vítima.

Aproximadamente 84% dos PCs infectados estão atualmente no Japão e cerca de 2% nos EUA, disse a Trend Micro.

A Microsoft afirmou estar ciente das novas ameaças do Skype. "No momento, estamos ajudando a proteger os clientes bloqueando o malware conhecido como Shylock, Phorpiex e Bublik", disse a empresa em um comunicado via e-mail. "Continuamos a incentivar os clientes a evitar abrir links de fontes não confiáveis e a não visitar sites desconhecidos." Vale lembrar que Bublik e Phorpiex são nomes alternativos para o mesmo malware.

O software malicioso não é novo para o Skype. No ano passado, pesquisadores de segurança descobriram que mensagens instantâneas enviadas para os usuários do serviço de telefonia online continham links arbitrários que levavam a uma variante do malware Dorkbot. O aplicativo poderia assumir o controle de um computador, roubar informações e usar o sistema em ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS).

Outras falhas de segurança foram encontrados no Skype ao longo dos anos, mas a diferença atual é que o app está se tornando uma parte grande do portfólio de produtos da Microsoft. Em março, a gigante de Redmond, que pagou 8,5 bilhões de dólares no Skype em 2010, planeja aposentar o seu serviço de mensagens instantâneas (IM) Messenger e pediu aos usuários que migrassem para o Skype, que também possui uma plataforma IM.

A Microsoft também lançou uma rede comercial online voltada para pequenas empresas - a Skype in Workspace - e está trabalhando para integrar o Skype aos seus produtos corporativos e de colaboração, incluindo o SharePoint e Office.

Para os cibercriminosos, isso abre muitas portas para infectar um PC por meio do Skype, disse o gerente de pesquisa de ameaças da Trend Micro, Jamz Yaneza. "À medida que as tecnologias se tornam públicas e seu uso mais desenfreado, muitas vezes vemos um aumento de ataques", disse Yaneza.

As características da plataforma são bastante atrativas para os cibercriminosos, incluindo suas conexões para plugins de terceiros - uma das brechas que Shylock explora. Além disso, o software inclui um navegador web, que é o alvo favorito de crackers. Em PCs, o Firefox e o Internet Explorer estão constantemente sob ataque.

Ver mais...

Últimas Notícias

Este site mostra se alguém pode descobrir suas senhas

Apenas 5% das empresas são consideradas "inteligentes" e aproveitam os mundos digital e físico

Conclusão é de estudo da Zebra Technologies, que analisa o estágio das comp...

ERPs serão principais canais de distribuição para os bancos

Em um futuro próximo, as empresas irão abrir conta bancária diretamente do...

Versão falsa do WhatsApp teria enganado 1 milhão de usuários na Google

Brasileiro cria serviço que oferece 'degustação' de eletrônicos

Comércio eletrônico brasileiro espera vender R$ 2,5 bilhões na Black Friday

O que o Airbnb aprendeu com a Disney –e você pode aprender também

Pagamentos digitais' devem superar cartões de crédito em 2019, diz estudo

zaite
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

HGCode - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela HGCode.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a HGCode não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a HGCode implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar