23/03/2012 | Computerworld (Espanha)

Perda e roubo de dispositivos móveis ameaçam empresas

Estudo aponta que usuários de smartphones e outros aparelhos utilizam métodos simples de proteção para garantir segurança em um primeiro nível.

O crescimento sem precedentes do uso de dispositivos móveis e smartphones está resultando novas situações nunca antes vistas em segurança, com desafios para usuários, gestores de TI e empresas.

A perda, ou o roubo, de dispositivos móveis profissionais pode dar a chance de um criminoso explorar informações confidenciais, causando prejuízos não só financeiros como para a imagem da organização. Por isso, é necessário quantificar e analisar a evolução dessas ameaças para minimizar o impacto no trabalho ou na vida pessoal.

O Instituto Nacional de Tecnologias da Comunicação (Inteco), que atua na Espanha, fez estudo de segurança pública em dispositivos móveis e smartphones, que destaca esses novos paradigmas de tecnologia da informação e aponta que 65% dos usuários já utilizam o smartphone para acessar e-mail, download de aplicativos ou utilizar serviços de geolocalização, comportamentos generalizados, especialmente entre adolescentes e jovens.

Além disso, indica o levantamento, ficou mais evidente que smartphones são terminais mais avançados que permitem uma navegação fácil e confortável quando comparados a um telefone móvel convencional. Isso, juntamente com tarifas acessíveis de serviços de dados, faz com que os usuários usem serviços de correio, downloads ou aplicativos de geolocalização.

A faixa etária que mais frequentemente utiliza esses três tipos de serviços está entre os 15 anos e 35 anos. O resultado aponta que as pessoas mais jovens são mais conscientes sobre a segurança.

De fato, como acontece com os equipamentos tradicionais, executar ou utilizar programas de fontes duvidosas pode representar um risco à proteção. Cientes desse quadro, 91,2% dos usuários de smartphones afirmaram que fazem o download de aplicativos a partir de lojas oficiais.

O relatório divulgado pela Inteco também revela que houve uso generalizado do código PIN [senha composta por números] para a proteção do dispositivo móvel. Pratica realizada por 86,9% dos usuários. Além disso, também aumentou o uso de outras medidas preventivas, como sistemas de backup, recurso aplicado por 30,8%, e senha extra (15,6%), que inclui códigos populares após inatividade ou desbloqueio por padrões popularizados pelo Android.

- Principais ameaças:

Incidentes relacionados com o novo ambiente digital e a conexão de dados estão-se tornando grande ameaça para usuários de smartphones. E é preocupante que, apesar do desenvolvimento e da evolução dos dispositivos móveis e das práticas de segurança, apenas 2,9% dos entrevistados disseram ter sofrido uma infecção por malware em seu telefone no segundo trimestre de 2011. A taxa é baixa em comparação com outro relatório da Kaspersky Lab que indica o aumento de 620% no número de malwares espalhados nos sistemas operacionais móveis.

Além disso, 6,6% relataram terem sofrido fraudes por meio do dispositivo móvel. No entanto, um a cada cinco usuários relatou ter perdido o dispositivo (19,4%) e 14,8% foram roubados. Os problemas tradicionais também foram transferidos para os novos dispositivos inteligentes e manter a sua hegemonia, apesar do surgimento de novas ameaças, é desafio constante das companhias.

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