Parte 3 - Resolução 13: eu, empresário, faço o quê?
A questão tributária impõe uma condição injusta, do ponto de vista de uma empresa com estrutura limitada: muitas vezes, a complexidade das regras e o nível de exigência em termos de profissionalização e gestão são os mesmos para organizações de qualquer porte, com maior ou menor apoio fiscal/contábil. Assim, uma companhia com capacidade organizacional restrita acaba realocando esforços que poderiam estar em vendas, por exemplo, para adequação e cumprimento das normas. “As empresas acham que estão vendendo com um certo lucro e, com o tempo, quem contabiliza o imposto percebe que vendeu por menos”, resume Renato Carneiro, presidente da 2S Inovações Tecnológicas, pontuando uma situação recorrente no canal de vendas e distribuição de TI.
Diante de um cenário complexo e nebuloso, Cristiano Yazbek, do IBPT, recomenda: “O empresário precisa, antes de tudo, ter muita certeza de que a realidade operacional dele está sujeita ou não à Resolução 13. Estando enquadrado, deve identificar como as obrigações serão cumpridas”. Ele continua: “Não se espera que ocorra fiscalização e punição por valores não indicados em nota fiscal até 1 de maio, mas pode acontecer. As empresas podem estar acumulando um passivo de contingências e, um dia, serem punidas por não emitirem o documento fiscal correto”.
A Resolução 13 implica o planejamento de cenários, a fim de identificar em qual deles as novas obrigações se aplicam. Por isso, o especialista aconselha a empresa a buscar alternativas, dentro do que a legislação permite, que possibilitem êxito comercial. Ou seja, a venda do produto com custo mais adequado possível. “Em muitos casos, nem a Confaz tem as respostas. Eles estão recebendo muitas indagações e publicando as respostas que já conseguiram solucionar”, afirma Yazbek.
Para o especialista, a criação de filiais com mero objetivo de simplificar o trânsito de produtos pelo País pode ser viável, no entanto, a partir do momento em que a empresa estabelece operação em outros estados, ela assume os custos de manter essa atividade e as obrigações correspondentes. “Em um mercado tão competitivo, nem sempre é possível aumentar o lucro apenas elevando os preços. Por isso, o custo tributário precisar ser muito bem ponderado”, avisa o diretor.
Considerando a perspectiva do negócio, o presidente da Aldo lembra que a Resolução 13, por um lado, tira a competitividade de alguns produtos, mas também favorece outros. “Estamos crescendo a receita deste ano, mas mediante manobras. O canal deve estar mais atento do que nunca. Como a resolução afeta na prática tudo o que você comercializa? As revendas estão dormindo e vão pagar caro pelas novas imposições”, enfatiza o executivo.
Últimas Notícias
Empresas deveriam investir mais no Sistema Operacional Humano
Em 15 anos, muito se fez em tecnologia para proteção de dispositivos. Mas,...
Pesquisa revela salários de TI no Brasil em 2016.
Robert Half prevê maior demanda por gerentes de tecnologia, analistas de in...
Tablets ganham espaço nas empresas e veem futuro promissor.
Lançamentos recentes da Apple e da Microsoft mostram que o mercado corporat...
Pesquisa sugere que aplicativos iOS são mais vulneráveis do que Android
Relatórios da Checkmarx e da AppSec Labs revelam ainda que os apps móveis c...
Cortar TI na crise é um tiro no pé
Confira o artigo de André Navarrete, presidente e fundador do GGTI e vice-p...
Três coisas que não nos contaram sobre segurança dos aplicativos
Apesar da ampla penetração dos aplicativos em nossas vidas, a segurança ain...
