Para CEO da Waymo, acidente com carro autônomo da Uber poderia ser evitado
O acidente fatal envolvendo um carro autônomo da Uber levantou novos questionamentos sobre a segurança dos veículos dessa categoria, mas o momento também está sendo utilizado para explicar as diferenças entre as tecnologias usadas nesse setor. John Krafcik, diretor executivo da Waymo — unidade da Alphabet que produz carros autônomos — falou em um evento que os automóveis da empresa seriam capazes de lidar com uma situação dessas.
O executivo falou em uma palestra para o setor automobilístico que a empresa está trabalhando bastante para diminuir a quantidade de acidentes fatais envolvendo veículos motorizados. “O que aconteceu no Arizona foi certamente uma tragédia. Algo terrível. É impossível assistir ao vídeo e não ser impactado por ele”, disse John durante o congresso em Las Vegas.
“Uma diferença importante é que a Waymo não trabalha em carros com direção autônoma do nível três”
Para ele, a Waymo seria capaz de lidar com a situação pelo simples fato de todo o sistema deles ter sido projetado pensando em casos como esse. Uma diferença importante é que a Waymo não trabalha em carros com direção autônoma do nível 3 — que são utilizados pela Uber e pela Tesla — por acreditar que eles não são seguros, já que os motoristas humanos tendem a confiar demais no sistema e ficar mais distraídos ao longo do trajeto.
Os testes realizados pela companhia mostraram que é difícil exigir atenção total de quem está na direção quando a pessoa passa a maior parte do tempo sem fazer nada além de olhar passivamente para a estrada. Até o momento, não houveram acidentes graves envolvendo carros da empresa, após cerca de 8 milhões de quilômetros percorridos em vias públicas. A Waymo deve começar a testar um sistema de transporte de passageiros ainda durante este ano, na cidade americana de Phoenix.
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