Novas aquisições estão no alvo da Ideiasnet
Haline Mayra - Reseller Web
Além de compras, alianças com centros de excelência são interessantes aos olhos da holding.
"Não temos pressa, mas senso de urgência", diz Rodin Spielmann, diretor de relações com investidores e desenvolvimento de negócios da Ideiasnet quanto à intenção de novas aquisições no futuro próximo.
A exemplo da compra da BP Solutions, distribuidora de soluções de automação comercial, pela Officer, empresa na qual a Ideiasnet detém 100% de participação, Spielmann afirma que todas as companhias do grupo (19, ao todo) estão em algum nível de estudo na área de fusão e aquisição, já há alguns trimestres.
"Há muita oportunidade em investimento no mercado nacional e também com expansão para o restante da América Latina. Não estamos fechando os olhos para nenhum segmento", alerta o diretor, referindo-se ao espectro de empresas que chama de TMT (Tecnologia, Mídia e Telecomunicações).
Quanto à Officer, Spielmann reconhece o crescimento da distribuidora nos últimos anos e afirma que ainda há espaço para crescimento orgânico, em segmentos como PCs e software, mas afirma que a compra da BP Solutions foi apenas a primeira. "Adquirimos uma empresa com portfólio complementar ao da Officer, mas temos uma análise do mercado em que constam tanto concorrentes, quanto empresas de ofertas complementares ao trabalho da distribuidora", resume o executivo.
Ao lado das aquisições, em alta em sua estratégia de mercado, a Ideiasnet inicia o trabalho em colaboração com centros de excelência, no fomento a empresas incipientes no mercado tecnológico. O primeiro foi feito com o C.E.S.A.R., de Recife (PE). "Além do C.E.S.A.R., há outros centros de excelência que investem em tecnologia e temos que estar presente junto com eles, aproveitando a capilaridade e o alcance deles a novas organizações", diz o executivo, para quem a ideia de investir em startups via parceiros de investimento tem mais sentido do que ser uma incubadora. "Mas não são possibilidades excludentes", afirma.
Spielmann observa que o segundo semestre de 2009 tem respondido bem em termos de ganho de margens, na comparação com os meses anteriores, em função da crise global, estourada no ano passado.
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