Mobilidade cresce, mas apenas 40% das empresas olham MDM
Até 2017, os smartphones responderão por 73% das vendas de dispositivos inteligentes. Apenas neste ano, 53 milhões de aparelhos devem ser vendidos no Brasil. Quando se olha somente o universo dos tablets, eles saíram de 4% das vendas, em 2011, para 13% neste ano. Hoje, de todos os tablets vendidos, 18% são para empresas e governos – mas, para a IDC, o mundo corporativo não deve fechar os olhos para os 82% restantes. A consultoria, responsável pelos dados, avalia que boa parte dos aparelhos comprados para uso “residencial” entrará no ambiente empresarial.
O que mais chama a atenção nas informações divulgadas pela IDC e Intel nesta terça-feira (08/10) não é o crescimento da presença de dispositivos móveis, mas a baixa adesão das companhias a ferramentas que possam ajudar nos desafios de gestão, sobretudo pela criticidade das informações que podem circular nesses aparelhos. De acordo com a consultoria, das empresas ouvidas, apenas 40% incluem esses aparelhos em uma solução de gestão de dispositivos móveis (MDM, da sigla em inglês).
A tendência, obviamente, é que isso mude, como explica o analista da IDC Bruno Freitas. “Já existe maturidade maior. O crescimento no uso desse tipo de solução deve começar neste ano, mas com ritmo maior a partir do ano que vem, pela chegada de mais opções. O mercado de dispositivos avançou rápido e as soluções vieram depois.”
Para o especialista, o departamento de TI é o que mais sofre com toda essa movimentação e, como forma de aliviar a situação, precisa se adaptar ao novo momento e entender melhor as demandas da nova geração que vão além da tecnologia, passando por um ambiente colaborativo, ferramentas com facilidade de uso e soluções que ajudam na produtividade. Garantindo, inclusive, a satisfação desses usuários.
Tal aconselhamento é reflexo de outros dados divulgados pela IDC, como o de crescimento da preferência por tablets quando se fala no manuseio de aplicações corporativas móveis. Quando questionados sobre qual melhor ponto de acesso para aplicativos como fluxo de trabalho, automação de força de vendas, ERP e CRM, o porcentual de opção pelo tablet sempre superou os 50%, muitas vezes se aproximando dos 60%. O smartphone é a primeira opção para e-mails e acesso à web de forma geral. E, diante disso, existe outro desafio, já que a maioria das empresas ainda não investiu e nem pretende investir na mobilização desse tipo de software. “É necessário que as aplicações móveis se desenvolvam porque a demanda existe.”
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