19/09/2013 | Robert Noel - CRN Brasil

Migração de 802.11 para 802.11ac: 5 pontos chave para uma estratégia de sucesso

O 802.11ac, a quinta geração de tecnologia em wireless que logo será adotada como padrão, será sem dúvida a tecnologia sem fio de escolha no futuro e é o tema mais quente na indústria. No coração de muitas conversas atuais e sessões de planejamento está a questão do timing. Seus clientes estão decidindo sobre quando parar de comprar 802.11n, e quando começar a implantação 802.11ac. Como um conselheiro de confiança, você tem a oportunidade de ajudá-los neste processo de planejamento de uma estratégia de migração que irá garantir o sucesso.

A seguir estão cinco pontos chave para considerar quando for ajudar seus clientes a decidirem o momento e como fazer esta transição:

1. Um lançamento em duas fases de chipsets 802.11ac

O 802.11ac será entregue ao mercado em duas fases, através de dois conjuntos de chips diferentes. Os primeiros chips, onda 1, que estão sendo utilizados hoje e têm uma taxa publicada de 1,3 Gbps. Eles exigem três antenas para atingir essa taxa de dados (ver ponto chave número 3 para limitações do cliente). A entrega da onda de 2 chips, com uma taxa esperada de 2,6 Gbps, será trazida para o mercado no próximo ano e vai levar algum tempo para permear os pontos de acesso do mercado corporativo. Os clientes que comprarem pontos de acesso que operem na onda 1 terão que adquirir novos pontos de acesso para alcançar os recursos da onda 2, pois será necessária uma atualização de hardware.

2. Faixa de frequência 5 GHz requerida

Para alcançar as taxas publicadas, ambos, onda 1 (1,3 Gbps) e onda 2 (2,6 Gbps), requerem uma faixa de frequência de 5 GHz. A tecnologia será compatível, permitindo a utilização de dispositivos já existentes. No entanto, a compatibilidade pode comprometer as taxas de velocidade do 802.11n.

3. Desafios dos dispositivos

Embora existam alguns dispositivos que atualmente suportam 802.11ac (por exemplo, Mac Book Air), ou que tenham sido anunciados planos de suportá-lo (por exemplo, o Samsung Galaxy Note 3), existem pouquíssimos dispositivos hoje que têm um chipset 802.11ac. Os iPhone5s, recentemente lançado, por exemplo, não suporta o padrão 802.11ac. Além disso, mesmo para aqueles dispositivos que têm um chip 802.11ac, os dispositivos devem ter múltiplas antenas e suporte a vários fluxos espaciais para alcançar taxas de dados multi-gigabits. Embora, com o tempo, haverão, eu não estou ciente de quaisquer dispositivos capazes de suportar esses recursos atualmente.

4. Serão necessários mais access points

As redes sem fio que estão implantadas atualmente foram projetadas para otimizar a conectividade sobre a faixa de 2,4 GHz. Essa otimização é devido ao fato de que, como dito acima, a grande maioria dos dispositivos utilizados hoje por usuários finais suportam 2,4 GHz. Sem entrar profundamente na física da frequência de rádio (já que eu não sou um engenheiro de RF), o comprimento de onda de rádio de 5 GHz é cerca de metade do comprimento de onda de rádio de 2,4 GHz. Isto significa que a gama de 5 GHz é menor do que a de 2,4 GHz. Se você quiser cobrir a mesma área, você vai precisar de uma implantação mais densa de access points.

5. Plano para otimização 5 GHz

Os clientes têm otimizado suas redes sem fio existentes para suportar o espectro de 2,4 GHz. O número de pontos de acesso implantados e sua localização foram calculados para fornecer a cobertura necessária para os clientes que usam essa frequência. O 802.11ac é uma tecnologia de 5 GHz, que tem uma gama mais estreita de cobertura. Isto significa que, a fim de alcançar a mesma área de cobertura, mais pontos de acesso terão de ser implantados, e a sua localização necessitará ser recalculada, oferecendo uma oportunidade para o canal fornecer serviços de análise e site survey.

Considerando esses cinco pontos-chave, duas estratégias de migração se tornam evidentes:

A primeira estratégia é ser um early adopter do padrão 802.11ac: implemente a tecnologia onda 1 e crie uma rede Wi-Fi capaz de suportar velocidades mais altas para os próximos dispositivos da geração futura. Há muitas pessoas que optam por ser early adopters, no entanto, esses pioneiros devem ter em mente que o legado destes clientes será o menor denominador comum e reduzirá a capacidade wireless para todos. Além disso, para atingir as velocidades de onda 2, eventualmente, novos pontos de acesso de onda 2 terão de ser comprados para substituir os da onda 1.

A segunda estratégia é a de optar por continuar utilizando os pontos de acesso 802.11n, mas começar o planejamento para a frequência de 5 GHz. Este processo vai resultar na redução do tamanho das células existentes, otimizando para 5 GHz, e na compra de pontos de acesso adicionais para fornecer a cobertura sem fio necessária.

Com a redução do tamanho das células e com a adição de novos pontos de acesso, haverá menor número de usuários associados a cada ponto de acesso, o que levará a um aumento da capacidade e melhor desempenho da rede.

Outra vantagem desta estratégia é um menor custo na preparação para uma eventual implantação de onda 2 do padrão tecnologia 802.11ac. No momento da transição, os clientes terão o tamanho adequado para otimizar a cobertura de 5 GHz, e, quando for a hora certa, eles substituirão um por um em suas bases, apenas trocando seus pontos de acesso 802.11n existentes pelos novos, padrão 802.11ac.

Independentemente da estratégia de migração escolhida pelo cliente, você terá fornecido uma consultoria valiosa e terá obtido a receita resultante da venda de novos access points.

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