Microsoft agora é nossa rival, diz CEO da HP
Meg Whitman, CEO da companhia, vê mercado mudar, fazendo antigos aliados se transformando em rivais no campo da computação pessoal.
Até o começo de 2013, Meg Whitman, CEO da HP, manteve uma postura publicamente favorável ao Windows 8. Mas o sistema operacional da Microsoft não teria cumprido a promessa de revitalizar o mercado de PCs ou posicionar tablets embarcando o produto entre os principais desse mercado. Há pouco tempo, a executiva começou a mudar seu discurso, apontando para importância de novas plataformas e modelos.
Em maio, com o avanço na popularidade de Chromebooks e dispositivos Android, ela disse, em uma conferência com analistas, que a companhia adequaria sua produção de aparelhos de acordo com o que os clientes buscavam. O direcionamento não mencionava explicitamente o Windows 8, mas muitos observadores supunham que Microsoft e HP não estavam mais “na mesma página”.
A empresa continua a investir como parceira OEM da Microsoft. Chegou a lançar laptops corporativos no início do mês. Mas Meg reiterou na quarta-feira (09/10) que a dinâmica mudou. “Atuais aliados, como Intel e Microsoft, estão passando do patamar de parceiros para o de competidores”, disse.
Se aparelhos como Surface agora competem com algumas ofertas da HP, Microsoft e HP travam embates em muitas frentes no mercado de software e serviços corporativos. Contra Cisco, IBM, Oracle, Dell e outros buscando o mesmo espaço, a HP está sob pressão para chegar à frente da concorrência em tecnologias mais recentes, como servidores Moonshot e outra variedade de produtos em nuvem, por exemplo.
Resultados
As receitas da HP devem ficar em um patamar “flat” no próximo ano, com algumas divisões e segmentos individuais expandindo rapidamente em 2015, comentou Meg, em um encontro com analistas financeiros na quarta-feira.
Os direcionamentos foram mais otimistas do que os presentes no encontro esperavam. Em agosto, a empresa anunciou queda de 14% em seus lucros e 8% em sua receita no comparativo ano a ano. Naquela ocasião, a executiva projetou que um crescimento em 2014 seria improvável.
Seu tom mais otimista provocou uma resposta positiva em Wall Street. As ações da empresa reagiram quase que imediatamente, mesmo que pesquisas de companhias como IDC e Gartner apontem que o mercado de computadores – negócio crucial para a HP – registraram queda pelo sexto trimestre consecutivo.
Em comunicado, a fabricante atribuiu seu progresso a uma redução de US$ 8 bilhões de seu débito frente ao ano passado. Mas Meg apontou para outros fatores, incluindo uma melhor organização do time de liderança, um respiro no portfólio de produtos e um direcionamento de US$ 3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento.
A CEO disse que a companhia espera um fluxo de caixa livre entre US$ 6 bilhões e US$ 6,5 bilhões no seu ano fiscal de 2014, sendo que possivelmente metade disso será devolvido aos acionistas.
Meg disse que a HP corria o risco de “cair” na época em que assumiu. Em um simpósio realizado recentemente pelo Gartner, analistas bombardearam a executiva com perguntas sobre os andamentos da HP, pontuando a não-presença da companhia no mercado de telefonia móvel e o anúncio de corte de milhares de empregados.
Agora, ela diz estar “confiante” com as melhorias na empresa e prometeu crescimento líder na indústria para 2016. Pontuou, também, maior conforto quanto ao direcionamento da organização
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