21/07/2009 | Rodrigo Caetano - Computerworld

Falta maturidade à computação em nuvem, dizem consultorias

Para IDC e Gartner, os fornecedores ainda estão definindo modelos de negócios. Estágio de adoção, no entanto, é crítico para o mercado.

Falta maturidade ao mercado de computação em nuvem, modelo de entrega de tecnologia em que a infraestrutura não fica no cliente, mas sim no fornecedor. Segundo as duas principais consultorias globais especializadas em tecnologia da informação, Gartner e IDC, o conceito ainda é muito novo e as ofertas, mesmo considerando as de grandes empresas, como a Microsoft, carecem de definições claras sobre os modelos de negócios.

Na semana passada, a Microsoft divulgou alguns preços do Windows Azure, seu sistema operacional para computação em nuvem. Para Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas da consultoria IDC, é cedo para avaliar os valores oferecidos pela companhia. Isso porque tanto o conceito quanto a tecnologia são recentes e estão passando pelo ciclo de maturação que toda tecnologia experimenta.

De acordo com estudo realizado pela IDC, nos próximos três anos, a computação em nuvem deve sair da categoria “early adopters” para a “early majority” no ciclo de adoção de tecnologias desenvolvido pela consultoria.

Composto de cinco categorias definidas de acordo com o porcentual de empresas que adotam o conceito — innovators, early adopters, early majority, late majority e laggards - a classificação é usada para medir a maturidade de conceitos e de novas tecnologias. Atualmente, a computação em nuvem está saindo de uma adoção de 15% a 25%, para 25% a 45%.

O atual estágio de maturidade da computação em nuvem, segundo o estudo, é crítico para os fornecedores, que devem procurar desenvolver ofertas sólidas no setor e buscar uma posição de liderança no mercado. As empresas que falharem nesta tarefa vão perder espaço nessa disputa.

A Microsoft, com o Azure, tenta fazer exatamente isso. A principal briga da companhia é com a VMware, que fornece software para virtualização de servidores e a plataforma VSphere. Para Roveri, do modo como o Azure foi apresentado, a Microsoft está apostando no conceito de software mais serviços, no qual a empresa continua a vender no modelo tradicional, agregando serviços. O plano difere da oferta de software como serviço (SaaS), forma de comercialização na qual o cliente paga uma taxa mensal, ou conforme a demanda, para usar o sistema.

“A Microsoft é uma empresa de software e daí que vem grande parte da sua receita e margem”, afirma o consultor. “Ela dificilmente desvinculará o software do serviço, mas, por essa estratégia, a fatia reconhecida como serviço tende a crescer no seu faturamento”.

Para o Gartner, a computação em nuvem está inserida em outro conceito, o de modelos alternativos de entrega e aquisição de tecnologia (Alternative Delivery and Aquisition Models, da sigla em inglês Adam). Segundo Cássio Dreyfuss, vice-presidente de pesquisas da consultoria, a maioria dos fornecedores caminha nesta direção. Mas ainda existem poucas ofertas realmente maduras disponíveis no mercado.

A classificação Adam se aplica a modelos de comercialização de tecnologia que tenham as seguintes características: engloba hardware, software e serviços na mesma oferta; a tecnologia não fica instalada no cliente; e o serviço é pago de acordo com o consumo. “Os provedores ainda estão definindo o modelo de negócios. A ideia é ter um preço baixo, para ganhar na escala. O problema é que não há escala no momento”, afirma Dreyfyss.

Ver mais...

Últimas Notícias

Li-Fi, tecnologia que transmite Internet via luz, é usada em escritório

Os hackers atacam por onde você menos espera

Muitas companhias estão vulneráveis a ataques não apenas pelo servidor, mas...

Brasil ocupa o 9º lugar nos investimentos em Tecnologia da Informação

Desenvolvimento da tecnologia 5G é destaque em congresso de telecomunicações no Sul de MG

Tecnologia está sendo desenvolvida com ajuda do Inatel, em Santa Rita do Sa...

Tecnologia domina entre empregos com melhores salários nos EUA

Treze dos 25 empregos com os melhores salários neste ano são do setor de te...

zaite
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

HGCode - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela HGCode.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a HGCode não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a HGCode implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar