Evolução do mercado aquece startups de automação comercial
Pela primeira vez, Autocom dedica espaço a empreendedores, que, por não terem legado antigo, conseguem apresentar novidades, em especial com cloud computing.
e a ordem da automação comercial é inovar e entender as novas demandas do mercado, como deixou claro a 15ª edição da Autocom, as startups começam a ganhar atenção cada vez maior. Pela primeira vez, um pavilhão da feira foi dedicado exclusivamente a essas empresas. Batizado de Espaço Startups, o espaço recebeu pequenas empresas com, em média, três anos de fundação.
“Tivemos a iniciativa de trazer as startups há apenas três meses e neste curto espaço de tempo já deu para notar que em 2014 a área destinada a elas terá de ser muito maior”, comemora o Araquen Pagotto, presidente da Afrac (Associação Brasileira de Automação Comercial). “Estas pequenas empresas têm ideias brilhantes e as colocam em prática com agilidade. O mercado exige cada vez mais inovação, mobilidade, e isso tem tudo a ver com as startups.”
E como prosperar em um mercado recheado por gigantes? A explicação é simples. “As startups fornecem bons elos para empresas maiores. Por serem ágeis e muitas vezes entenderem mais fácil o consumidor final, o varejo, elas são a solução”, exalta Luís Garbelini, vice-presidente de relações institucionais da Afrac. “Pretendemos criar em 2014 uma diretoria de startups para que elas frequentem nosso ambiente, nossa rede corporativa.”
Para selecionar e abrigar as startups em automação comercial, a Afrac agiu em parceria com o ITS (Instituto de Tecnologia de Software), que atende 2 mil empresas com este perfil.
“É importante notar que não selecionamos empresas. Selecionamos inovações. Em 2014 a meta é ampliar o Espaço Startup, sempre priorizando as inovações para o setor”, explica Marilene Vasconcelos, coordenadora do ITS. “Estas empresas são muito importantes para a integração dos sistemas em automação comercial. O integrador muitas vezes tem uma solução que a startup complementa”, completa.
Fidelidade na nuvem
A Wapo, uma das startups presentes na Autocom, apresenta uma solução simples e eficiente para a fidelização de clientes. Por meio do software desenvolvido pela empresa, os dados de consumo do cliente, assim como o valor acumulado a ser resgatado, ficam arquivados em nuvem e podem ser acessados via login na web.
Tal sistema permite resgates descomplicados, assim como o acompanhamento do que foi consumido, entre outros dados. “O restaurante, por exemplo, identifica o cliente assíduo e o que ele costuma consumir, além daquele que deixou de frequentar o estabelecimento. Com isso, o comerciante passa a ter ferramentas para melhor atender os clientes”, diz Douglas Jardim, da Wapo.
A startup comemora os contatos feitos na Autocom e sustenta uma previsão otimista de crescimento. “Nosso público alvo aqui é a revenda, então são contatos importantes”, explica Jardim. “Começamos com a área de alimentação, mas já atendemos pet shops, salões de beleza, lojas de roupas e agências de turismo. Temos cerca de 120 clientes, mas queremos chegar a mil até meados de 2014”, afirma.
O empresário ressalta que é fundamental conhecer o mercado antes de abrir uma startup em automação comercial. Ele próprio tinha experiência em revenda de hardware e software. “Este produto nasceu de uma necessidade do cliente. Já conhecíamos o mercado, sabemos onde estamos pisando. Isso é muito importante.”
Para Luís Garbelini, da Afrac, as startups têm outra vantagem: estão menos sujeitas às turbulências da economia. “Elas sentem menos. Os ganhos podem ser mais baixos, mas os custos também são.”
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