15/06/2010

Especial smartphones: melhora da economia deve aumentar demanda

Richard Dreger e Grant Moerschel - InformationWeek EUA

Com isso, gerenciamento de dispositivos móveis torna-se uma estratégia mais crítica do que nunca.

Se lembra dos bons e velhos tempos, quando apenas vendedores e executivos tinham smartphones, e eles só podiam escolher entre um BlackBerry ou um BlackBerry? Hoje, a história é totalmente diferente e a escolha de plataforma é o nome do jogo para usuários finais. De forma que, se você ainda não viu a demanda por smartphones explodir, verá em breve.

Essa foi a principal descoberta da pesquisa sobre Gerenciamento de Dispositivos Móveis e Segurança, da InformationWeek Analytics 2010. Surpreendemente, o uso de smartphones por funcionários não aumentou muito desde a nossa última pesquisa, em 2008: hoje, 21% das empresas têm mais da metade de seus funcionários usando smartphones, uma pequena mudança em relação aos 17% de fevereiro de 2008.

No entanto, 87% dos 307 entrevistados disseram que os smartphones se tornarão, cada vez mais, predominantes em seus ambientes; e apenas 6% disseram que a relação fixo/móvel deve se manter a mesma. E os dispositivos não devem ficar restritos aos BlackBerrys - sete outros fornecedores apresentaram altos níveis de adoção em nosso estudo.

As áreas de TI estão se preparando: segurança é a principal razão para planejamento ou implementação software para gerenciamento de dispositivos móveis - citado por 73%, no último levantamento, em março, e por 52%, em 2008. A mistura de hardware peripatético que a área de TI precisa travar vai além de smartphones, para netbooks, tablets e dispositivos USB multigigabytes. Mas, se a economia crescer, é provável que os smartphones criem novos problemas para a TI. "Conforme os dispositivos móveis ficam mais inteligentes, se tornam a maior área de preocupação de vazamento de dados, depois da computação em nuvem", avaliou um arquiteto de segurança de uma grande empresa de TI.

Os funcionários querem trabalhar e compartilhar informações onde quer que estejam. A utopia móvel é o tema das campanhas publicitárias das telco e fabricantes de smartphones. Seus usuários veem ecossistemas ricos e repletos de excelentes hardwares, aplicativos inteligentes e conectividade onipresente e pensam "eu poderia ter tudo isso!".

Apaziguar o sentimento "quero meu e-mail em um iPhone e quero agora" com a prática gestão de plataformas múltiplas e assegurando a passagem de dados pelos dispositivos - e os dados neles armazenados - sem quebrar a banca, se torna mais difícil. Mas as áreas de TI precisam resolver esse problema e rápido. Uma resposta unificada incluiria políticas de segurança, educação e gerenciamento, seja por meio de um ou mais gerenciadores de plataformas homogêneas, ou uma única ferramenta heterogênea que possa administrar múltiplas plataformas de telefone.

Em termos de dispositivos móveis, se existe algum raio de esperança à recessão de 2008, é que a TI conseguiu tempo para respirar e colocar as tecnologias de política e segurança em ordem para lidar com a demanda de outros dispositivos que não fossem BlackBerrys. Você tem trabalhado nisso, certo? Esperamos que sim, porque com orçamentos mais soltos, o céu é o limite para os projetos de mobilidade.

E não se esqueça de ter que dar suporte para os aplicativos de trabalho em telefones pessoais. Em nossa pesquisa de 2009 sobre o gerenciamento de dispositivos de usuários finais, quase 40% dos 558 entrevistados disseram que suas empresas permitiam que usuários finais conectassem seus próprios dispositivos à rede corporativa. Se um funcionário compra um smartphone e usa-o para checar seu e-mail corporativo, que gerente vai impedir? Portanto, a área de TI deve garantir que isso aconteça de forma segura.

Mesmo que os funcionários não possam usar seus telefones pessoais, os padrões para BlackBerry corporativo perdem o valor no momento em que o CEO aparece com um Android e diz "quero suporte". A unica esperança é um software de gerenciamento heterogêneo.

*Richard Dreger e Grant Moerschel são co-fundadores da WaveGard, uma empresa de consultoria neutra, especializada em estratégias de segurança de informação e avaliação de segurança.

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