01/06/2018 | Fonte: Terra Notícias

Energizando a Internet das Coisas para a Indústria no Brasil

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Em uma época na qual os consumidores têm uma quantidade crescente de dispositivos "inteligentes" na ponta dos dedos - de produtos residenciais conectados como termostatos e sistemas de segurança até assistentes virtuais inteligentes (Siri, Alexa, etc) e muito mais -, estima-se que o mercado da Internet das Coisas vá crescer à marca de 50 bilhões de objetos conectados em 2020. E este número deve continuar crescendo até atingir 125 bilhões de "coisas" em 2030.

Crescendo junto com a rede de dispositivos físicos, veículos, eletrodomésticos e outros produtos que permitem estes objetos a conectarem-se e trocar dados entre eletrônicos, software, sensores, atuadores e conectividade, está a Internet das Coisas pra a Indústria (IIoT), um mercado em expansão à medida em que as organizações adotam a automação e a digitalização.

A IIoT abrange uma ampla gama de usos, da manufatura às cidades inteligentes, passando pela gestão energética, entre outros, para conectar máquinas inteligentes, análise estatística avançada, e força de trabalho. A IIoT impacta e transforma empresas, abrindo espaço para a "Indústria 4.0", nome para a atual tendência de automação e intercâmbio de dados que conduz à chamada quarta revolução industrial.

A Indústria 4.0 utiliza a IIoT para aumentar a automação e a produtividade e cortar custos dramaticamente, usando dados em tempo real entre sistemas que são auto-otimizáveis, autoconfiguráveis e responsivos a comunicação, estatísticas e insights. Diversos setores, incluindo serviços públicos, fábricas inteligentes, gestão energética, e outras podem se beneficiar da eficiência em processos e infraestrutura com a Indústria 4.0. A consultoria KMPG estima que os mercados que compõem a Indústria 4.0 vão valer mais de 4 trilhões de dólares em 2020, e a Accenture projeta que a IIoT pode acrescentar 14,2 trilhões de dólares à economia no mesmo ano.

De acordo com a GE Digital, 100% da IIoT vai ter um impacto positivo na produção energética, e 44% vai impactar o consumo global de energia. A Itaipu Binacional, entre as maiores hidrelétricas geradoras de energia renovável do mundo, está focando seus esforços de pesquisa na IIoT e Indústria 4.0 através do Celtab/PTI, sua unidade de pesquisa em tecnologias abertas. A OptDyn, empresa baseada nos Estados Unidos, assinou recentemente um Memorando de Entendimento com o Parque Tecnológico de Itaipu para ajudar o Celtab/PTI a acelerar a implementação de IIoT.

Claudio Issamy Osako, Diretor Técnico do PTI, diz "O que nos interessa é a lógica de empreendedorismo americana. Da OptDyn, esperamos principalmente transformar os negócios a partir de tecnologias abertas. Este Memorando de Entendimento nos dá a possibilidade de aplicar uma tecnologia de hardware e software para desenvolver soluções em muitas áreas. A chave não é a tecnologia em si, mas os resultados que advêm dela. Se voc? desenvolve soluções reais para problemas reais, você desenvolve um mercado, empreendedorismo, empresas. Com este Memorando, vamos otimizar nossos projetos de IoT, e isso significa muito para nós".

A OptDyn está avançando a estratégia de Itaipu para estimular a rápida expansão de iniciativas de IIoT e Indústria 4.0 no Brasil usando a Plataforma Subutai de Cloud Peer-to-Peer. O software e hardware de Subutai oferecem intercâmbio crucial de informações e infraestrutura de segurança para aplicações de IIoT de missão crítica e Indústria 4.0. A adaptabilidade de Subutai significa que os usuários podem fazer exigências estritas como controle de falhas, segurança, confiabilidade em ambientes extremos, e a possibilidade de operar com pouca ou nenhuma intervenção humana.

Além disso, o subsistema de segurança para IoT baseado em hardware do Subutai Blockchain Router o posiciona na vanguarda dos padrões brasileiros de IoT como o gateway IoT de ponta do projeto Caninos Loucos. Consumindo somente 18 Watts, o Subutai Blockchain Router é ambientalmente responsável e economicamente eficiente - uma consideração criticamente importante considerando o atual ambiente sensível a questões energéticas.

Altamente adaptável, o Subutai Blockchain Router muda sua configuração de forma dinâmica e implementa mecanismos em resposta à detecção de invasores, comportamento de uso, e qualquer ameaça potencial à segurança que encontrar. Em Março de 2018, o Subutai Blockchain Router entrou em produção em parceria com o LSI-TEC (Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico) em São Paulo. O professor Miguel Matrakas, gerente do Celtab/PTI, afirmou que "O Subutai Blockchain Router v2.0 e sua configuração industrial oferecem a infraestrutura crucial de segurança em hardware necessária para aplicações de IoT no setor de serviços públicos."

O Subutai Blockchain Router estará disponível no terceiro trimestre de 2018, e será testado em uma variedade de programas de IIoT.

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