Empresas brasileiras não estão preparadas para enfrentar ataques virtuais
No ano passado, 34% das empresas entrevistadas sofreram algum tipo de incidente virtual, segundo levantamento da Marsh
Preocupação crescente em todo mundo, a segurança cibernética ainda não é prioridade para as empresas brasileiras. É o que mostra a edição 2019 do Cyber View, estudo produzido pela Marsh/JLT sobre segurança digital no País. De acordo com o levantamento, 46,3% das empresas entrevistadas consideram importante mas não prioritária a segurança contra ataques cibernéticos e 44,2% não possuem sequer planos de contingência ou orçamento para combater incidentes virtuais.
A pesquisa mostra ainda que 55,4% das empresas têm 100% de dependência do uso de tecnologia em diversas etapas de suas atividades e 35% podem ter paralisações severas diante de um problema tecnológico.
O Brasil é o segundo País com maior número de crimes cibernéticos no mundo, conforme dados da empresa Symantec. No ano passado, 34% das empresas entrevistadas sofreram algum tipo de incidente virtual, de acordo com a pesquisa Cyber View, sendo que 29% das companhias tiveram suas operações paralisadas e 27,8% perceberam um alto custo na reconstrução e restauração de dados e dos sistemas.
- Cenário regulatório:
Novas regulamentações vão movimentar a área de segurança cibernética no Brasil. Recente resolução do Banco Central (resolução 4.658) e a Lei Geral de Proteção de Dados (que entrará em vigor em 2020) estabelecem novas regras para a segurança em ambiente digital e aumentam penalidades em casos de violação de dados pessoais. Com esse novo cenário, é importante contar com ações preventivas e planejamento para minimizar danos.
De acordo com a pesquisa, 62,7% das empresas entrevistadas não adotam medidas de prevenção de danos ao contratar fornecedores que conversem com os seus sistemas e 81% não possuem seguro para riscos cibernéticos.
Confira abaixo outros dados obtidos pelo Cyber View 2019.
55,4% das empresas ouvidas têm 100% de dependência do uso de tecnologia em diversas etapas integradas de suas atividades
35% podem ter paralisações severas diante de um problema relacionado a tecnologia
80% dos entrevistados avaliaram que um incidente cibernético causaria um impacto operacional com reflexos em toda a empresa
29% já avaliaram monetariamente o que este impacto resultaria às suas organizações
34% das empresas que responderam à pesquisa relataram ter sofrido algum tipo de incidente cibernético nos últimos 12 meses
29% das empresas que sofreram ataques tiveram impactos operacionais
27,8% tiveram altos custos de reconstrução sistêmica
4% sofreram impactos de reputação frente aos clientes
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