11/10/2013 | InformationWeek Brasil

Dez tendências estratégicas em TI para 2014

Lista elaborada pelo Gartner traz, entre outros temas, internet das coisas, aplicativos móveis e nuvem híbrida.

O Gartner divulgou nos Estados Unidos uma de suas tradicionais listas de tecnologia. No caso, as dez tendências estratégicas em TI para 2014. A consultoria define como tecnologia estratégica aquele com algum potencial de impacto significante no mundo corporativo durante os próximos três anos, como algo que cause grande mudança no departamento de TI ou mesmo no negócio da empresa como um topo.

A seguir, confira a lista dos dez temas:

- Diversidade e gerenciamento de dispositivos móveis

Até 2018, a consultoria avalia que o aumento na variedade de devices, estilos de computação e paradigmas de interação tornarão inalcançável a estratégia de “tudo conectado em todos os lugares”. A consequência da tendência do traga seu próprio dispositivo (ou BYOD, na sigla em inglês) será dobrar ou até mesmo triplicar a força de trabalho móvel. Isso está colocando uma enorme pressão sobre as organizações de TI e Finanças. As políticas corporativas sobre uso de hardware de propriedade do funcionário precisam ser completamente revistas e, se necessário, atualizadas e ampliadas. A maioria das empresas só possui políticas para os funcionários que acessam suas redes em aparelhos fornecidos e geridos pela empresa. Defina políticas para definir claramente as expectativas em torno do que eles podem e não podem fazer. Equilibre flexibilidade e requisitos de confidencialidade e privacidade.

- Aplicativos móveis e aplicações

O Gartner prevê que, ao longo de 2014, o desempenho melhorado de Javablocked comece a impulsionar o HTML5 e o navegador como um ecossistema mainstream de desenvolvimento de aplicações corporativas. Assim, a consultoria recomenda que os desenvolvedores foquem em criar modelos de interface a usuários expandidos, incluindo voz e vídeo capazes de conectar pessoas em maneiras novas e diferentes. Aplicativos móveis continuarão a crescer, enquanto aplicações começarão a diminuir. Os apps são mais leves e mais direcionados, enquanto uma aplicação convencional é mais abrangente. Desenvolvedores precisam buscar por maneiras de unir apps para criar aplicações robustas. Construir interfaces para usuários em aplicações que englobam uma variedade de dispositivos requer um entendimento de blocos fragmentados e estrutura de programação adaptável que se unem em conteúdos otimizados para cada device. O mercado para ferramentas que criam apps corporativos e para usuários finais é complexo, com mais de 100 fornecedores potenciais. Para os próximos anos nenhuma ferramenta única será a ideal para todos os tipos de aplicativos móveis, então espere adotar diversas delas. A próxima evolução na experiência do usuário será impulsionar objetivos, inferidos a partir de emoções e ações, para motivar mudanças no comportamento do usuário final.

- Internet das coisas

A internet está se expandindo além de PCs e dispositivos móveis para conectar também itens de consumo como carros e televisores, até mesmo aparelhos corporativos. O problema é que a maioria das companhias e fornecedores de tecnologias ainda têm muito o que explorar sobre as possibilidades dessa tendência e não estão organizacionalmente ou operacionalmente prontos. Imagine digitalizar os produtos, serviços e ativos mais importante. A combinação de streams e serviços de dados a partir dessa digitalização generalizada cria quatro desafios: gerir, monetizar, operar e estender.

- Nuvem híbrida e a TI como agente de serviços

Unir nuvens pessoais e serviços externos privados de nuvem é um imperativo. As empresas devem desenhar nuvens privadas com um futuro híbrido em mente, com a certeza da possibilidade de integração e interoperabilidade. Serviços de nuvem híbrida podem ser compostos de diversas maneiras – gerir essa composição será a responsabilidade de alguém no papel de agente de serviços de nuvem. Companhias que estão expandido suas nuvens privadas para híbridas começam a ouvir termos como “overdrafting” e “cloudbursting”, usados para descrever o que essa tecnologia torna possível. No início, as nuvens híbridas são um tanto quanto estáticas, mas novos recursos emergirão.

- Arquitetura Cloud/Client

Os modelos de computação cloud/cliente estão mudando. Nessa arquitetura, o cliente é uma aplicação rica rodando em um aparelho conectado à internet, e o servidor é um set de aplicações hospedadas em uma plataforma cada vez mais elástica de cloud. A nuvem é o ponto de controle e o sistema ou gravação nos quais as aplicações podem se replicar para diversos dispositivos. O ecossistema do cliente pode ser uma aplicação nativa ou baseada em navegador, com poder do browser também crescente. Capacidades robustas em muitos aparelhos móveis, o aumento da demanda de redes, o custo das redes e, por fim, a necessidade de gerir uso de banda larga criam incentivos, em alguns casos, de minimizar a aplicação na nuvem e seu legado de storage para explorar a inteligência e o armazenamento do device do cliente. Contudo, as demandas complexas de usuários móveis irá levar a aplicativos que requerem capacidades elevadas de computação do lado do servidor e de capacidade de armazenamento.

- A era da nuvem pessoal

A era da nuvem pessoal marcará um desvio dos dispositivos para serviços. Nesse novo mundo, as especificidades dos aparelhos serão a menor das preocupações das empresas. As pessoas escolherão usar um entre diversos eletrônicos, mas nenhum deles será um hub central.

- Qualquer coisa definida por software

Trata-se de um termo genérico que resume o momento do mercado para padrões aprimorados de programação de infraestrutura e interoperabilidade de data centers, alavancados pela automação inerente da computação em nuvem, DevOps e rápido provisionamento de infraestrutura. No geral, também incorpora diversas iniciativas como OpenStack, OpenFlow, Open Compute Project e Open Rack. Essa tendência desafiará fornecedores de tecnologias únicas a demonstrarem seu compromisso com reais padrões abertos e interoperáveis em seus domínios.

- Web-Scale TI

Trata-se de um padrão global de computação que entrega as capacidades de grandes provedores de serviço em nuvem dentro da TI corporativa, repensando as posições entre diversas dimensões. Companhias como Amazon, Google e Facebook estão reiventando a maneira com a qual a TI e serviços de TI são entregues. Suas capacidades de ir além na escala também incluem velocidade e agilidade. Se as empresas não quiserem perder o ritmo, elas então terão que emular as arquiteturas, processamentos e práticas desses provedores de engenharia industrial. O Gartner chama a combinação desses elementos de Web-scale TI.

- Máquinas inteligentes

Até 2020, a era das smart machines irá florescer com a proliferação de assistentes pessoais inteligentes, conselheiros digitais (como o supercomputador Watson, da IBM), sistemas industriais avançados e a ampla disponibilidade de veículos conectados. Será a era mais disruptiva da história da TI, pois novos sistemas que começam a ocupar a posição de fazer o que, até então, apenas as pessoas podiam realizar, começam a emergir. O Gartner espera que indivíduos que invistam, controlem e detenham suas próprias máquinas serão mais bem-sucedidos. As tensões entre consumerização e controle central da tecnologia não serão capazes de conter a nova era.

- Impressão 3D

Os embarques mundiais de impressoras 3D devem aumentar 75% no ano que vem, seguidos da duplicação no ano seguinte. Máquinas extremamente caras estiveram no mercado nos últimos 20 anos, mas é crescente o surgimento de opções mais acessíveis. O mercado está ciente que a impressão 3D é real, viável e efetiva em termos de redução de custos por meio de design melhorado, protótipos e manufaturas em curto prazo.

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