Desenvolvimento da tecnologia 5G é destaque em congresso de telecomunicações no Sul de MG
Tecnologia está sendo desenvolvida com ajuda do Inatel, em Santa Rita do Sapucaí (MG).
Pesquisadores do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) fazem testes com a nova tecnologia 5G. A expectativa é que a nova tecnologia alcance lugares onde a internet ainda é falha. O primeiro teste com a tecnologia desenvolvida foi feito em Brasília e agora é repetido em Santa Rita do Sapucaí (MG). A tecnologia é um dos destaques do Congresso Momag, um dos maiores eventos científicos na área de telecomunicações. É a primeira vez que o encontro acontece em Minas.
(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o G1 errou ao informar que os testes do 5G já começaram a ser feitos na zona rural. Na verdade, eles terão início no mês de setembro. Também errou ao dizer que o primeiro teste foi feito no Sul de Minas. O primeiro foi em Brasília. As informações foram corrigidas às 11h).
Os testes para a nova tecnologia avançam no Centro de Referência em Rádio Comunicações do Inatel. Segundo o coordenador do centor, o sinal do 5G é mais estával e o do 4G atual.
"O 5G vai trazer além de mais vasão, aumentar nossa velocidade de acesso à internet, vai trazer outros serviços, como a internet das coisas, uma internet muito mais rápida em tempo de resposta, uma maior cobertura e vai integrar isso em outras coisas que não vão estar só no celular, vão estar nos carros, na geladeira, em todos os nossos utensílios", diz o coordenador de pesquisas do Inatel, Luciano Leonel Mendes.
A expectativa é que o 5G alcance de 5 a 10 vezes mais a área atual do 4G, favorecendo lugares onde a internet nem chegava.
"Hoje o processo de pulverização de pesticida na plantação acontece de forma manual usando tratores e pessoas. O que pode acontecer é que uma pessoa que esteja aplicando esse veneno com trator por exemplo, ele tenha esquecido de passar em um dada rua de café. Com o 5G eu vou conseguir colocar um dispositivo de controle de monitoramento desse trator e saber exatamente onde ele passou", disse o coordenador.
O Brasil tem ajudado a desenvolver o 5G junto com outros países, como Estados Unidos e Japão. Por isso, deverá receber a novidade logo no início.
"Do ponto de vista regulatório, a gente está muito próximo do que está sendo feito nos outros países, seja no aspecto técnico mesmo, seja nos avanços da regulamentação", disse o gerente de órbita da Anatel, Agostinho Linhares de Souza Filho.
"Pra isso chegar no mercado depende de outras coisas, como a padronização do sistema, a liberação de frequências de operação, então eu entendo que essa tecnologia vai estar bem difundida em torno de 2025, 2027, que nós vamos ver isso de fato no campo", completou o coordenador do Inatel.
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