Cisco inaugura centro de inovação no Rio de Janeiro
Center of Innovation (COI) deve receber 12 aliados já nas próximas semanas, dos quais sete trabalhando soluções em educação e outros cinco direcionados à tecnologia para saúde.
A Cisco inaugurou seu centro de inovação no Rio de Janeiro. O andar em um prédio na cidade carioca é um mix de salas de reuniões, espaços de trabalho e showroom de soluções. A iniciativa havia sido anunciada em abril do ano passado e recebeu parte dos investimentos de 1 bilhão de reais a serem alocados no País ao longo dos próximos anos.
“Esse é um investimento que não olha para o PIB ou dólar do dia ou do mês passado, mas para o potencial do País a longo prazo”, considera Rodrigo Dienstmann, presidente da subsidiária brasileira da fabricante.
O objetivo do centro (batizado de Center of Innovation, ou apenas COI) não reside em tropicalização de tecnologias, mas na criação de soluções aderentes às demandas do mercado brasileiro. A ideia, no caso, é desenvolver conhecimento local para gerar ferramentas endereçadas às necessidades do País. Para o futuro, a companhia não descarta exportar produtos criados lá para clientes de outras nações emergentes.
O foco das estratégias centra-se em soluções direcionadas à aplicação em educação, desenvolvimento urbano, esporte e entretenimento, segurança pública, saúde, energia, além de óleo e gás. Demonstrações de tecnologias direcionados a essas indústrias podem ser vistas em um breve tour pelo local.
A expectativa é que centro gere 50 empregos, diretos e indiretos, variando de acordo com a demanda de projetos. Além disso, os parceiros que usarem a estrutura trarão recursos e pessoas ao espaço. Em seis meses, a intenção é ter ideias para incubar, com os primeiros resultados disso chegando ao mercado dentro de um ano.
O executivo lista tecnologias de colaboração e aplicações vinculadas à computação em nuvem como alvos. Uma terceira área de interesse é mobilidade. Além disso, há o objetivo de potencializar também soluções de vídeo.
Rob Lloy, presidente de desenvolvimento e vendas da Cisco, encara a iniciativa em solo carioca como um recurso poderoso ao País. “Quando se olha para fora dos Estados Unidos, às vezes, é dificil entender as necessidades locais”, pontua, sinalizando que uma dos objetivos é justamente trazer parceiros para “criarem coisas novas”.
Aberto aos canais
Segundo Eduardo Almeida, diretor de canais da fabricante no País, o COI deve receber 12 aliados já nas próximas semanas, dos quais sete trabalhando soluções em educação e outros cinco direcionados à tecnologia para saúde. No primeiro momento, a ideia é desenvolver canais na base ou agregar empresas com competências verticais para alavancar projetos dentro de setores-alvo.
Há interesse, ainda, em atrair parceiros para desenvolverem tecnologias orientadas as indústrias de segurança e defesa e óleo e gás. “Existe uma ansiedade e demanda dos canais para trabalhar no centro de inovação”, constata Almeida. “O que mais atrai o parceiro é uma boa oportunidade de desenvolvimento de negócio. Isso está ligado a nossa capacidade de identificar demandas reais. A atração vem por aí”, adiciona Dienstmann, citando a possível chegada de canais não-tradicionais às estruturas da fabricante.
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