Cisco assumirá importação de produtos no Brasil
Distribuidores não perderão seu papel, garante a fabricante; Cisco Capital também pode estabelecer presença local.
Em cerca de um ano, os produtos Cisco deverão chegar ao Brasil por meio da própria fabricante e não mais através da importação pelos distribuidores, segundo Milo Schacher, vice-presidente de canais de emerging markets, que falou pela primeira vez no assunto ao Reseller Web, durante o Cisco Partner Summit 2010, em San Francisco.
"O nível de adoção tecnológica e de inovação fez do Brasil a nossa escolha para ser a primeira base da Cisco International no mundo em termos de mercados emergentes", diz Schacher, que não descarta uma futura produção local de equipamentos futuramente.
Rodrigo Abreu, presidente da Cisco Brasil explica que os distribuidores seguem como peças-chave no mercado nacional, não somente no quesito logístico, como no que tange ao suporte à estratégia de negócios local. "Não manteremos estoque. A importação vai acontecer conforme a demanda dos distribuidores", diz.
A previsão de Schacher é que a base local esteja ativa em torno de maio ou junho de 2011, porém trata-se de uma estimativa inicial, segundo Abreu.
Sem esperar drásticas reduções de custo inicialmente, a Cisco enxerga a iniciativa como um meio de proteger e ampliar o mercado local. Nas palavras de Abreu, trazer uma operação de importação para o País é apenas uma parte do plano que coloca o Brasil em uma posição bastante central nos planos da Cisco - o território está junto com o restante do Bric e o México entre os maiores alvos. "É o início de um processo profundo de investimento", afirma ele, que estima, ainda, a implementação de uma unidade local da Cisco Capital, com o objetivo de aprofundar o suporte financeiro aos parceiros.
Com relação à manufatura local, algo que, por ora, não passa de uma possibilidade, o presidente brasileiro vislumbra roteadores e demais produtos de menor porte como as prováveis primeiras linhas a serem produzidas no País.
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