CEOs estão cautelosos sobre crescimento de suas empresas em 2013
Pouco mais de 1/3 (36%) dos CEOs em todo o mundo estão "muito confiantes" em relação ao crescimento de suas empresas nos próximos 12 meses, de acordo com a 16ª Annual Global CEO Survey da PwC. Em comparação com o ano anterior, houve uma pequena queda de 4%. Em 2012, os executivos estavam mais otimistas no desempenho de curto prazo de suas companhias com 48% dos entrevistados “muito confiantes”. Apesar dos resultados mostrarem recuo na expectativa de crescimento, ainda está longe do índice mais baixo registrado pela consultoria: o percentual chegou a 21% em 2009 e a 31% em 2010.
Considerando o cenário econômico em geral, a perspectiva dos líderes é mais otimista do que na edição anterior da pesquisa, na qual a maioria dos CEOs (48%) apostava no declínio da economia. Neste ano, 28% acreditam que a economia global irá piorar nos próximos 12 meses e apenas 18% preveem um cenário econômico melhor. Para a maioria (52%), o desempenho econômico será igual ao do ano passado.
Os CEOs da América Latina contrariam a tendência cautelosa revelada pelos executivos de outras regiões do mundo. A confiança deles no crescimento das empresas em curto prazo subiu para 53%, ligeiramente maior que o do ano passado em que 51% previam aumento nas receitas.
Na Europa Ocidental os CEOs são os que demonstram menos otimismo quanto aos resultados de suas empresas em curto prazo. Enfrentando um período de recessão, apenas 22% se declaram “muito confiantes” na expansão dos negócios. O nível de confiança dos executivos da região vem caindo nas recentes edições da pesquisa. No ano passado, 27% deles estavam “muito confiantes” e em 2011, 39%.
A confiança no crescimento em curto prazo também caiu na América do Norte, de 42% em 2012 para 33% em 2013 e na região da Ásia-Pacífico, 42% em 2012 para 36% em 2013. Na África, visto por muitos como a próxima nação a sofrer um boom econômico, a confiança dos CEOs no crescimento das empresas caiu de 57% no ano passado para 44% nesta edição da pesquisa.
Levando em consideração uma amostra de países, a confiança variou muito: a Rússia é onde os CEOS mais acreditam em boas taxas de crescimento (66%), seguido de perto pela Índia (63%) e México (62%). Outros países também chamam a atenção neste ranking, como o Brasil (44%), China (40%), Alemanha (31%), EUA (30%), Reino Unido (22%), Japão (18%), França (13%) e finalmente Coréia, onde apenas 6% dos CEOs estão muito confiantes no crescimento da receita no próximo ano.
Na perspectiva de longo prazo, a confiança dos CEOs manteve-se estável, 46% deles acreditam que haverá crescimento nos próximos três anos, quase o mesmo índice de 2012. Dividindo por regiões, os altos executivos da África e do Oriente Médio são os mais otimistas, 62% e 56% respectivamente, enquanto os europeus são os mais pessimistas: 34%.
Os resultados da 16ª Annual Global CEO Survey, da PwC foram divulgados hoje, pouco antes da seção de abertura do encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. "Os CEOs continuam cautelosos em relação aos negócios em curto prazo e às perspectivas da economia global. No entanto, considerando o elevado nível de preocupação que demonstram com aspectos como o excesso de regulação, a dívida pública e a instabilidade no mercado de capitais, não nos surpreende que a confiança deles tenha diminuído nos últimos 12 meses, disse o CEO global da PwC Dennis M. Nally, ao divulgar os resultados. E acrescentou: “Eles estão empenhados em lidar com os riscos impostos pelo atual cenário, atuando de maneira estratégica para refinar suas operações e reduzir custos sem perder valor. Buscam oportunidades de crescimento orgânico, evitando grandes gastos que possam comprometer os recursos necessários para o futuro. E, mais importante, demonstram um foco claro nos clientes, trabalhando mais perto deles do que nunca em medidas para estimular a demanda, a fidelidade e a busca conjunta por inovação".
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