Business analytics deve gerar valor para negócios e para isso TI tem de mudar
Business analytics tem de gerar valor para os negócios e é justamente essa a nova bandeira da tecnologia, que em razão de sua nova roupagem impacta no papel da TI. “Nesse novo cenário, TI deve empoderar os usuários na ponta, com o objetivo de entregar mais valor ao negócio de maneira mais rápida”, avalia João Tapadinhas, diretor de Pesquisas em Business Analytics & Data Science do Gartner.
Segundo o executivo, com negócios assumindo as rédeas tecnológicas e compartilhando responsabilidades com TI, usuários querem mais capacidade e flexibilidade para acessar e trabalhar dados. Por isso, prossegue, é preciso promover mais autonomia para os usuários concedendo a eles maior capacidade de criação das informações. “O antigo formato de análises baseadas em relatórios já não é mais suficiente”, reconhece.
Isso não significa, no entanto, que a TI deve passar de um modelo centralizado para independente. “Estamos falando de autonomia, que tem regras e processos. Se antes TI controlava toda a cadeia de coleta e análise de dados, agora assume a função de facilitar da informação, ajudando os negócios a construir suas análises.”
Ele relata que a vantagem mais evidente desse tipo de abordagem é promover agilidade. Se uma análise consumia dois meses para ser gerada, o empoderamento do usuário promove dezenas de análises no mesmo período de tempo.
Naturalmente, prossegue, relatórios e dashboard vão continuar sendo importantes, em casos de uso que realmente se encaixam nesse perfil. O diferencial agora é que organizações que estavam presas em relatórios ganham agora capacidades analíticas para uso mais avançados.
Para o diretor, a área de tecnologia da informação já está percebendo a transformação que em curso e vai ajudar os usuários de negócios a fazer essa transição. “Bancos no Brasil já tomaram esse caminho”, exemplifica, acrescentando que todos eles contam com times focados em análises.
Donald Feinberg, vice-presidente e Analista Emérito do Gartner, lembra, citando dados do Gartner, que, na América Latina, investimento em BI está em segundo lugar na lista de prioridades. No mundo todo é número um.
Feinberg ressalta que o tema é parte da tão falada transformação digital, que no Brasil, diz, ainda está em estágio inicial. De acordo com ele, falta dinheiro em solo nacional para que empresas invistam pesadamente na transformação, que promete uma verdadeira revolução dos negócios e aumento da rentabilidade. “A transformação deve acontecer também para primeiramente definir qual o papel da TI. No Brasil, a TI ainda é governada pela própria TI. Deve haver a descentralização”, pontua.
Se empresas querem ser competitivas, elas têm de encontrar uma forma, ressalta Ian Bertram, MVP Data Management do Gartner. E, segundo ele, negócios digitais geram novas oportunidades em diferentes momentos.
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