29/05/2017 | It Forum 365

Budget de TI cresce para 53% dos CIOs das 500 maiores no Brasil

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O cenário econômico brasileiro passa por um momento de recuperação, mas aspira cuidados. A perda de confiança de investidores, a cautela nos investimentos e a preocupação das empresas com o futuro dos seus negócios, trouxe dificuldades para a realização de alguns investimentos, principalmente, no setor industrial, utilidades e mineração que, tipicamente, exigem investimentos pesados em ativos e com retorno no longo prazo.

Esse quadro impactou, em certa medida, os budgets de TI, impactando parte dos projetos e dificultando a realização dos mais complexos. Entretanto, parece que o pior já passou. O momento agora é de transição, com a perspectiva da queda na taxa de juros e, ao mesmo tempo, inflação e taxa de câmbio mais controlados.

Dados mais recentes da economia mostram que os sinais de melhoria já começam a aparecer e serão mais visíveis a partir do final de 2017. “Em especial com a provável aprovação da reforma da previdência que, embora não perfeita, será o suficiente para que a questão fiscal deixe de ser a principal preocupação e os investimentos comecem a aparecer”, explicou Reinaldo Roveri, consultor e sócio da Stratica, em apresentação dos resultados do estudo Antes da TI, a Estratégia no IT Forum que acontece nesta semana na Praia do Forte (BA).

Retomada da confiança
A maioria dos respondentes do levantamento foi bem na realização do orçamento de TI em 2016, que vinha com timidez devido ao cenário de 2015. Para 58% das empresas de grande porte no Brasil, o orçamento de TI foi cumprido conforme o planejado.

Olhando para 2017, na visão dos CIOs respondentes do estudo, 41% estão otimistas com relação aos resultados de suas empresas e, neste contexto, 53% dizem que o orçamento de TI em 2017 será maior que o ano passado.

“Por conta da alta do dólar, as pessoas das classes A e B, por exemplo, deixaram de viajar para fora do Brasil e passaram a investir localmente, priorizando produtos nacionais (menos impactados pela alta do dólar) ou gastando parte do dinheiro que seria para viagens em produtos de consumo de maior luxo”, explica Roveri em resposta a uma uma pergunta de um CIO de uma grande rede de lojas.

Os setores com piores resultados foram justamente utilidades e indústria da construção, bastante afetados não só pela crise econômica, mas também política do país.

Do lado dos fornecedores de TI, em uma versão dos estudo Antes da TI, a Estratégia aplicado com mais de 60 empresas entre fabricantes de hardware, software e serviços no Brasil, 67% indicaram que conseguiram um crescimento positivo da receita em 2016.

“Vimos que os fornecedores de TI também cresceram em 2016, já que TI foi uma das alternativas para compensar a produtividade frente aos cortes de mão de obra, redução de custos, aumento da eficiência e captação de novos clientes. O modelo cloud ajudou muito nisso”, ressaltou Roveri.

Impacto da tecnologia

A automação já é uma realidade, principalmente no setor industrial, e impacta milhares de pessoas. A substituição da mão de obra por máquinas crescerá rápido nos próximos anos, gerando uma verdadeira revolução na chamada transformação digital.

Roveri exemplificou essa evolução com uma fábrica na China que, em 2016, implementou uma linha de produção totalmente automatizada, reduzindo de 650 para 60 o número de empregados em apenas um ano e, neste mesmo período, a produtividade da fábrica subiu 250%. Nessa direção, a empresa esperar reduzir ainda mais o número de empregados restando apenas 20 até 2019.

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