Brasileiras de TI ainda não incorporaram SaaS a suas estratégias
O mercado de TI migra gradativamente para um modelo de consumo “as a Service”. As empresas brasileiras de tecnologia da informação, porém, talvez estejam perdendo o bonde da história. Uma pesquisa recente da Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software) aponta que apenas 7% das companhias nacionais, dentre 136 respondentes, fincaram raízes e podem ser enquadradas como provedores puramente de SaaS.
O questionário da entidade, composto por 44 questões, levou em consideração a proposta de valor aplicada pela organização; seu modelo de negócios; investimento em marketing e vendas e a gestão da companhia.
De acordo com a Abes, uma empresa puramente SaaS requer características como não requerer instalação específica para cada cliente; as customizações são padronizadas e adaptáveis a todos os clientes; arquitetura do software é orientada a serviços, implantação e operação criada para a máxima eficiência; a contratação não envolve questões de licenciamento; a entrega do software deve ser feita, necessariamente, por meio de um navegador ou app mobile; foco na experiência do usuário, alta escalabilidade e preços agressivos.
Segundo o levantamento, cerca de 11% das empresas de software que responderam ao estudo afirmaram que não estão prevendo uma oferta SaaS, enquanto 74% afirmaram ter um produto comercializado por meio da internet.
Entre os motivos que levaram uma empresa a criar uma oferta de software como serviços, 42,4% afirmaram que a decisão partiu da evolução natural dos produtos existentes e 22,2% atribui tal medida à identificação de uma oportunidade de negócios.
“Ficou claro que o SaaS é um benefício para as empresas que desejam aceleram suas atividades, reduzir custos e focar os esforços da TI no negócio”, estampa um relatório, indicando que a jornada de uma companhia para oferta de software as a service é fundamental para a sobrevivência do negócio no futuro e que existe uma preocupação em adotar o modelo.
