Brasil quer se posicionar como 3º maior do mundo em TIC até 2022
Projeção é de estudo da McKinsey/Brasscom, que estima que País vai faturar US$ 430 bilhões em dez anos, ficando atrás apenas dos EUA e China no ranking global.
O Brasil quer chegar em 2022 como o terceiro maior mercado do mundo de Tecnologia da Informação e Telecom (TIC), com faturamento de 430 bilhões de dólares, atrás apenas dos Estados Unidos e China. A previsão é de um estudo da McKinsey, divulgado nesta quinta-feira (04/10), durante o Brasil Global IT Fórum 2012, que está sendo realizado em São Paulo.
Batizado de “Brasil TIC 2022 – TIC como motor de desenvolvimento e inovação do País”, o relatório foi contratado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia de Informação e Comunicação (Brasscom). A pesquisa apontou desafios que o País precisa vencer para subir no ranking global de TIC nos próximos dez anos.
Atualmente o Brasil é o 5.o maior mercado do mundo em TIC, com receita de 212 bilhões de dólares, segundo o estudo da McKinsey, com peso de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. A meta do setor é elevar esse índice para 6,5% e dobrar a receita para avançar duas posições no ranking global até 2022.
Antonio Rego Gil, presidente da Brasscom, destacou que o mercado brasileiro de TIC já é suficientemente grande e que deu um salto com as medidas de incentivo trazidas pelos planos Brasil Maior, lançado pela presidente Dilma Rousseff, no ano passado; e do TI Maior, apresentado em agosto último pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.
“O Brasil é bom em TIC. Agora queremos convencer os empresários e a sociedade em geral de que TIC é um motor importante para a economia”, afirma Gil. Ele destaca que muitas companhias podem se apoiar em soluções para automatizar operações de negócios e se tornar mais competitivas.
Para que o Brasil possa avançar em TI, o estudo da Brasscom sugere ampliação de investimentos em algumas áreas. Entre as quais em inovação; educação para melhorar a qualificação da mão de obra local; e em infraestrutura, com ampliação das redes de banda larga, principalmente das móveis.
O estudo aponta ainda a necessidade de redução do custo Brasil. As últimas medidas, como a desoneração da folha de pagamento para empresas de TIC, tornou o País mais favorável para o setor. Porém, o levantamento da Brasscom sugere mais melhorias para aprimoramento do ambiente de negócios.
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