26/04/2013 | Agência IPNews

Brasil movimenta 58,5% dos serviços de data center na América Latina

Negócios na área alcançaram US$ 2,3 bilhões em 2012 e crescerão 9,6% por ano até 2017, chegando a US$ 3,6 bilhões, segundo Frost & Sullivan.

A Frost & Sullivan informou que o mercado de TI na América Latina (composto por hardware, software e serviços) aumentará 7% ao ano até 2014. Do ponto de vista econômico, a empresa de análise acredita que com a maioria dos países da região em crescimento inferior a 3%, os investimentos na área podem impulsionar o PIB (Produto Interno Bruto) da AL.

Segundo a instituição, o continente latino vive um momento positivo, impulsionado por grandes investimentos de empresas, que inauguraram data centers ou compraram empresas locais para entrar no mercado.

A expectativa é que o mercado de serviços de data centers na América Latina continue crescendo, mesmo se a economia não seguir o mesmo caminho, pois o segmento já é bilionário. Estima-se que o mercado – que atingiu um total de US$ 2,3 bilhões em 2012 – cresça 9,6% por ano até 2017 e alcance US$ 3,6 bilhões.

Nesse contexto, o Brasil é considerado líder do segmento na região, com 58,5% de participação em serviços de data Center em 2012, mas pode chegar a 59% até 2017. O mercado local representa oportunidades em Big Data, cloud e mobilidade, que exigem serviços de data Center para garantir o processamento e maior armazenamento do grande volume de informação.

“Os investimentos em TI estão não só aumentando, como ajudando as empresas a se posicionar no mercado como provedores de serviços de valor agregado. O mercado está diante de uma nova era de modelo de negócios, onde dados ou informações não são suficientes para diferenciar uma empresa da outra”, avalia Mauricio Chede, analista de tecnologia da Frost & Sullivan. Ele ressalta que a diferença é na forma de desenvolver insights que possam garantir às empresas uma vantagem competitiva no mercado, “impulsionado pela Tecnologia de Negócios e não mais pela Tecnologia da Informação”.

O estudo também destaca algumas restrições do mercado latino, como compliance e regulamentação de verticais específicas como bancos, por exemplo; questões de infraesturura de telecomunicações para garantir conectividade e percepção de alta complexidade para terceirizar infraestrutura para um terceiro.

Terceirização como tendência

Os CIOs, segundo a pesquisa, devem terceirizar processos de tecnologia, aplicações e infraestrutura, o que pode resultar em redução de custos e trazer beneficiar como cloud. O que, segundo a instituição, demonstra um caminho sobre o novo papel do executivo de TI, mais estratégico e alinhado com negócios da empresa.

Entre as vantagens financeiras dessa terceirização a pesquisa destaca as chances de transformar CAPEX em OPEX, uma vez que os custos internos de manutenção da infraestrutura de TI estão aumentando devido à complexidade; concentração no core business da empresa, alavancando receitas e novas oportunidades de negócios, agregando valor para os clientes.

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