Banda larga no Brasil cresceu 45,9% em 2008
A banda larga fixa soma 9,83 milhões de conexões, crescendo 12,6% em relação à última edição do Barômetro (junho 2008) e 31,2% em uma comparação ano-a-ano.
A banda larga móvel também apresentou forte crescimento e já responde por 16,8% do total de conexões, mostrando que esse tipo de acesso está se tornando muito popular no Brasil.
A penetração das conexões de banda larga por 100 habitantes alcançou 5,16% em dezembro de 2008, contra os 4,6% da última edição do Barômetro. A penetração dos acessos residenciais sobre os lares brasileiros registrou 15,94% em dezembro de 2008, contra 13% em junho do mesmo ano.
O aumento do uso das aplicações de vídeo e música no país também causou crescimento apenas nas faixas de velocidade de acesso de 1 Mbps a 1,99 Mbps e na superior a 2 Mbps – as duas respondem por 33,73% do mercado. Velocidades menores (de 128 kbps a 512 kbps) apresentaram decréscimo. Esta tendência é também demonstrada nas séries de estudos Cisco Visual Index, os quais indicam um aumento de seis vezes no tráfego de internet entre 2007 e 2012 devido principalmente às redes sociais e vídeo.
Até dezembro de 2008, faltavam 3,18 milhões de conexões para atingir a previsão de 15 milhões para o ano de 2010 no país. Na primeira edição do Barômetro Cisco da Banda Larga, a previsão de 10 milhões de conexões havia sido feita para 2010. Entretanto, com o lançamento da banda larga móvel, a previsão foi revista em 2008 para 15 milhões de conexões.
“O sucesso da banda larga móvel e a demanda por novas ofertas de conexão sem fio ilustram que o mercado está claramente em expansão, mesmo em um cenário desafiador”, diz Rodrigo Abreu, Presidente da Cisco do Brasil. “A demanda crescente mostra que o lançamento de novas ofertas e tipos de conexão, como o WiMax, serão bem recebidas e trarão um novo ciclo de investimento interessante para o mercado local, criando novos empregos e oportunidades de negócios.”
“Opções adicionais de pacotes de serviços, junto ao crescimento contínuo da base instalada de computadores devido à redução de impostos, são fatores-chave que aceleraram a adoção da banda larga no país”, acrescenta Abreu. “Embora a evolução tenha sido significante no ano passado, ainda temos muito a fazer para atingir níveis de penetração de banda larga que irão alavancar o desenvolvimento social e econômico do país. Há a necessidade de continuar investindo em programas de TIC que possam, efetivamente, impulsionar a adoção de tecnologia como um fator-chave de crescimento em todos os segmentos da economia, passando por cidadãos, setor público e pequenas e médias empresas.”
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