5 motivos para a Cisco comprar a BlackBerry
Canadense estuda alternativas para o futuro de seu negócio. Uma das opções seria colocar-se à venda. Sem grandes pretensões, listamos algumas razões para fazer John Chambers avaliar essa possibilidade.
Vamos combinar que esse texto trata-se apenas de um palpite. Quando a BlackBerry revelou que estudaria possibilidades para seu futuro, na segunda-feira (12/08), e ali considerava colocar-se à venda, começamos a maquinar aqui na redação quem seriam os potenciais compradores. Diversos nomes vieram: HP, Lenovo, Microsoft, SAP, Oracle, IBM, Positivo, Totvs, Eike Batista. Normalmente fazemos esse tipo de brincadeira informal. Confesso que já acertei em alguns casos (mas, reconheço, errei outra centena).
Portanto, não leve tão a sério. Contudo, aqui vai minha aposta e listo cinco razões sobre porque acho que valeria para a Cisco comprar a BlackBerry.
1. QNX – O sistema operacional, em conjunto com outras propriedades intelectuais que a canadense detém, talvez seja o maior atrativo aos compradores da companhia. Desde que vi rodar (em um Playbook, no caso), há um par de anos, considerei o software impressionante e, depois disso, comento com quase todo mundo o quanto acho o Windows 8 parecido com aquela ferramenta fluida. O QNX é algo bastante interessante e certamente teria utilidade no portfólio da Cisco.
2. Maior de TI – Não faz muito tempo, a fabricante de equipamento de redes revelou seu desejo de ser a mais valiosa fabricante de TI do mercado. Tem empreendido esforços para atingir tal objetivo. Certamente, agregar um ativo forte na frente de aparelhos celulares – que toca uma base clientes corporativos e domésticos – pode ajudar nesse sentido.
3. Venda casada – A Cisco atua em um mercado similar ao da BlackBerry (o corporativo, no caso) só que com oferta distinta. Trazer smartphones ampliaria o escopo do portfólio, partindo dos núcleos das redes e chegando até as mãos dos usuários corporativos. Seria um ganho na frente de amplitude, já que basicamente cobriria toda a demanda de seus clientes no que toca comunicação unificada (UC).
4. Mobilidade – Esse ponto está ligado ao anterior. No passado, a companhia já deu indícios de que se interessa por chegar a mão dos executivos. Tanto é que lançou um tablet, o Cius, que não vingou. Adquirir a canadense daria um novo fôlego nesse sentido, além, é claro, de encurtar caminhos.
5. Indo às compras – O histórico mostra uma Cisco voraz no campo das aquisições. Isso remonta quase que as origens da empresa capitaneada por John Chambers. Claro que o foco atualmente está muito direcionado a software, mas quem tem processos de integração de organizações em seu DNA está sempre aberto a uma boa pechincha.
Agora, reforço o fato de que essa lista é apenas uma suposição, passível de não ocorrer. Surgiu, como falei, como uma espécie de brincadeira. Aliás, vale ressaltar que a BlackBerry sequer decidiu se será vendida ou buscará outras alternativas. Cogitou até uma joint venture, então, quem sabe não monta um negócio com a Dell, que também vive um dilema e ainda não fincou os pés em mobilidade? No final das contas, realmente, talvez seja bem mais provável, no caso de uma aquisição, que isso seja feita por um desses grandes fabricantes de PCs. Enfim, fica aqui minha aposta. Se errar, vira estatística; se acertar, agradeço o envio de congratulações.
Quais as suas apostas?
Últimas Notícias
Cinco tendências de tecnologia e inovação para todo varejista
Feira Autocom 2019 reúne empresas com os principais lançamentos de software...
Mercado da tecnologia cresce 118% em 10 anos no brasil
Empresômetro aponta que serviços de tecnologia tiveram alto crescimento no...
TI centrada no cliente: o que isso quer dizer, realmente?
CIOs estão fazendo mudanças culturais e organizacionais para forjar uma con...
