10 profecias para o mercado de redes em 2010
Channel Web
O Channelweb reuniu os fatos de 2009 e desenhou suas apostas para o ano que chega, quando o assunto é o mercado de networking
O ano de 2009 no mercado de redes foi cheio de surpresas e dramas, com direto a fusões e aquisições e ao surgimento de mais oportunidades ao canal em áreas como vídeo e mobilidade.
A agitação percorreu todo o mercado. Dos grandes canais da Cisco para baixo, todos foram atingidos. Alguém em sã consciência imagina que 2010 vai ser mais calmo? Certamente não. Mas podemos, ao menos, esperar alguma retomada de crescimento e novas oportunidades. Seguem as 10 profecias da Channelweb para o ano que se aproxima:
1) Fornecedores reais de soluções convergentes emergirão
Todo grande fabricante de redes atua no data center, hoje me dia - da Cisco e seu sistema de computação unificada para baixo - e questões como monitoramento de redes e segurança de redes têm desempenhado papéis cruciais, com empresas como NetOptics e Palo Alto Networks tentando mudar as regras do jogo para cada um desses segmentos. O que fará o canal?
Para os iniciantes, equipe-se. Com a rede e o data center convergindo e novas oportunidades - computação em nuvem inclusive - surgindo o tempo todo em torno da convergência, redes, comunicação unificada, mobilidade, segurança e outras peças do jogo, o canal que entregar soluções realmente convergentes estará em ótima posição em 2010. Até mesmo VARs que não fazem muito mais do que redes, ou segurança, ou storage e servidores poderão encontrar grandes oportunidades rentáveis em serviços em torno do data center. Os que se adaptarem melhor triunfarão mais.
2) Tudo na nuvem, o tempo todo
Estratégias de data center são coisa do passado. Bem, ok, talvez não seja bem assim, mas se existe uma palvra-chave em redes para 2010, é nuvem. Se o ano que vem vai ser o ano da nuvem, como muitos preveem, é uma questão de debate, mas empresas como Cisco, HP, IBM e outras gigantes da TI não estão sentadas, esperando que a nuvem chegue até elas.
A Cisco é um dos muitos fabricantes que, em 2009, começou a articular uma estratégia de cloud e, mantendo sua estratégia de aquisições no ano que vem, pode se inserir no mercado de empresas de nuvens pequenas, avalia o Chief Research Officer do IDC John Gantz.
Para os canais, isso significa prestar atenção e olhar para as formas como os modelos de nuvem e de serviços na nuvem vão ambos ajudar ou atrapalhar seus negócios. Na conferência da cadeia de TI Raymond James, em novembro, o CEO da Ingram Micro, Greg Spierkel, estava entre os que adotaram uma visão decididamente otimista sobre a nuvem. "Achamos que há formas do canal se envolver. E estamos aprendendo", disse ele, sobre o modelo two-tier de distribuição.
3) Comunicação Unificada ataca novamente
No final de 2008, previmos que as comunicações unificadas finalmente se solidificariam em 2009. Esta é uma profecia que ainda está para ser concretizada, apesar dos efeitos da recessão econômica. Mas, se olharmos de perto, essa área continuou a crescer em 2009.
Dias de sol no horizonte? Absolutamente. Todos, de Cisco a Alcatel-Lucent e Avaya têm fortes estratégias de UC, e fabricantes antes focados em outros nichos, como Adtran, estão entrando no segmento. Com o aquecimento da concorrência, os melhores fornecedores e VARs de UC serão os que entendem a plataforma é uma questão de escolha. Em outras palavras, VARs, enrijeçam seus serviços e customize, customize e customize.
4) Força aos canais de mobilidade
Olhe ao redor: as oportunidades em mobilidade no canal estão a todo vapor. A novidade é que há um número de fornecedores menores e especializados que também mergulharam de cabeça em questões como aplicações móveis e soluções de mobilidade para o mercado de saúde, na esperança de usar o canal para crescer.
A Vocera, por exemplo, ingressou em uma farta oportunidade em saúde graças ao Vocera Badge, sistema de comunicação por voz instantâneo. Ou a Appcelerator, que está construindo um canal para desenvolvedores e integradores de sistemas de mercados similares sob a ideia de que desenvolvendo aplicações para diversas plataformas móveis não seria mais tão estranho como é hoje. Fica claro que haverá mais desse tipo de empresas tentando entrar em toda essa animação quanto aos devices móveis.
5) Vertical do momento? Saúde
Falando em saúde, existe alguma oportunidade mais quente em mercados verticais para especialistas em redes e infraestrutura? Considere a corrida para implementar sistemas de electronic medical records (EMR) interoperáveis e seguros. Depois, considere a infraestrutura de back-end necessária para assegurar essa interoperabilidade e segurança: melhorias no data center, plataformas de vídeo, software de segurança, wireless etc. Vamos dizer que há uma razão para empresas de redes como Trapeze Networks terem se organizado em programas de canais ao redor do setor de saúde.
VARs orientadas à vertical de saúde que sabem falar a língua dos hospitais e das práticas médias - e entregar a eles redes, infraestrutura, UC e mobilidade - vão se dar bem em 2010.
6) Não se pode ignorar o Google
A estratégia de comunicação do Google tomou forma em 2009 e, num momento em que ninguém está pronto para dizer que o Google é uma força disruptiva que poderia mudar o modo como você pensa em comunicação e telefonia...Ok, espere. Bem, talvez o Google seja uma força disruptiva que poderia mudar o modo como você pensa em comunicação e telefonia.
Fique de olho no Google. Mesmo que o Google Android OS, o Google Voice application e outros novos interesses do Google não encontrem seu caminho no canal corporativo de TI imediatamente, o Google já provou diversas vezes que não pode ser deixado de lado. De forma alguma.
7) Os tambores anti-Cisco rufam mais alto
Todo fabricante de redes que não se chama Cisco tem seu discurso anti-Cisco na ponta da língua. Tem a Aruba, propagandeando-se como uma verdadeira alternativa à Cisco em soluções sem fio 802.11n; ou Avaya, que ganha mais poder do que a Cisco, graças à absorção da Nortel.
Com a Cisco mantendo o domínio do canal em muitas categorias - mas vacilando, ao olhar de alguns canais que dizem que seu foco em expansão e na rivalidade com a HP está machucando seu canal e gerando margens menores - todos os seus rivais vão continuar a divulgar que alternativas não estão somente disponíveis, mas são necessárias. Eles estão certos? Cabe aos VARs decidirem.
8) ...Enquanto isso, a Cisco aumenta sua envergadura
A Cisco ouve o discurso anti-Cisco. Ela ouve tudo. Ela ri e canta e nos diz a toda hora que não está focada na competição, que está focada em servir seus clientes. Se você acredita nisso, temos uma ponte para vender a você.
A Cisco é indubitavelmente ambiciosa e John Chambers conhece não menos do que 30 mercados que vão ajudá-la a crescer nesses setores. Uma sequência de aquisições largamente empreendida desde 1993 continua, sem dúvida, em 2010 e uma olhada nas grandes aquisições da companhia em 2009 e nos anos recentes te dirá que ela mira todas as direções. Data center? Sim. SMB? Claro. Energia e smart grid? Com certeza. Consumidor final? Definitivamente.
A única coisa que seria realmente surpreendente sobre a Cisco em 2010 seria se ela parasse - mesmo que por um minuto - de pegar fôlego.
9) Serviços de vídeo prontos para o horário nobre
Vídeo e telepresença alcançaram a massa crítica em termos de oportunidade para os canais. E não mais somente em hardware e desenvolvimentos básicos em UC. O que vem a seguir? Serviços de habilitação de vídeo, otimização de vídeo e qualquer coisa que pode fazer o vídeo rodar melhor, mais rápido e mais bonito. Veja a Glowpoint, por exemplo. Ela oferece assistência de serviço de gerenciamento de vídeo 24/7 para as empresas da Fortune 500, operadoras e companhias de saúde e de médio porte. Existe interferência do canal aí? Mais do que definitivamente.
10) Empresas para deixar no radar
Avaya: A conclusão da compra da divisão enterprise da Nortel significa uma potencial fonte de poder para os canais de networking. Poderia significar também o agrupamento - e a diluição - dos dois programas de canais. Os canais terão um gostinho do que está por vir quando a Avaya lançar o novo road-map de produtos Avaya-Nortel, em janeiro.
Siemens: O Siemens" Enterprise Communications Group está em busca de reconstruir sua estratégia indireta sob o comando do novo líder de canais Denzil Samuels e do CEO Hamid Akhavan. Há muita oportunidade para eles, se quiserem.
Ruckus Wireless: A Ruckus está fazendo um grande esforço para expandir seu alcance para além do pão com manteiga no SMB. E adivinhe? Está funcionando: a empresa está recrutando canais, atualizando o programa e ganhando contas a torto e a direito.
Digium: A Digium, que desenhou uma forte linha de produtos em torno da plataforma open-source de VoIP Asterisk, finalmente tem força indireta para subir ao próximo nível. As atenções a ela nunca foram tão fortes.
Westcon Group: O distribuidor especializado investiu pesado este ano adicionando o primeiro servidor - ligado à oferta de Cisco UCS - de sua linha de ofertas. A Westcon vai se assemelhar mais a seus rivais e se tornar um player real em data center, para somar com suas práticas de segurança, convergência e redes?
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